quarta-feira, 16 de junho de 2010

3ª Semana - Libertação

 
Libertação do óvulo.


2ª semana - Partida


Ready, set, go!


2ª semana - Da intenção à acção


A vontade já lá estava, mas depois disto...



Da intenção passámos à acção.



1ª semana - Ainda cedo

A pensar ainda em esperar mais um mês, preparava-me para a consulta pré-natal.
Sem ter olhado para o calendário com olhos de ver achava preferível adiar um pouco a concepção para não ter um parto no pico do inverno (ou pior, no Natal, se o bebé resolvesse apressar-se).
Afinal as 40 semanas acabam em meados de Fevereiro. Um bom mês (que é também o meu). Frio ainda, mas já suficientemente próximo da Primavera.

Feito!


Como fazer um bebé? Vamos lá, então, a uma breve retrospectiva.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Acabou o estágio

Então vim para casa fazer as contas ao tempo e achei que já estava na altura de acabar o estágio e começar a jogar para ganhar.

A consulta - II

Hoje, depois de digerida a coisa, encaro-a já de forma mais positiva que negativa. Por isso deixo aqui o que de positivo de lá trouxe naquele dia:

Parece que, sim senhora, o meu organismo já se recuperou dos efeitos da pílula e os ciclos estão regulares e normais. Ainda bem.

Durante a observação que precedeu a recolha para a citologia fui presenteada com o comentário «você está mesmo desejosa» que, numa situação de perna-aberta-sem-sítio-onde-me-esconder me obrigou a representar o melhor que alguma vez consegui o papel de mulher descontraídamente confiante e segura da sua feminilidade enquanto perguntei «ai, isso nota-se, é?». Que estava a meio do ciclo e o colo estava a abrir e que já não era grande novidade, que eu tenho estado atenta aos meus sintomas e já vou conhecendo a minha fertilidade.

Felizmente só foi necessário fazer citologia, que a última já lá ia havia mais de um ano. A dispensa de ecografia e colposcopia (feitas em Outubro passado) representou menos despesa. Melhor.

A doutora trabalha agora com o Hospital Particular de Lisboa, onde tenho a co-participação do seguro para as despesas e opção de parto natural, na água ou fora dela. Vamos ver.

Tive a minha primeira sessão de esclarecimento sobre como se processam normalmente as preparações (sem doula) para os partos que assiste e saí de lá com mais vontade de começar a pensar no assunto a valer.
 

A consulta - I

Andei duas semanas a digeri-la.

Cheguei a escrever um texto com mil e muitas palavras, mas resolvi não publicar (ainda pode vir a ser-me útil). Dos vinte e sete parágrafos deixo aqui o resumo, agora que o desapontamento não faz já qualquer sentido e que um passo mais foi dado na direcção do almejado.

A tão ansiada consulta, a que me fez poupar de bom grado os meus parcos euritos pela promessa que encerrava de me trazer momentos tão reconfortantes, a que tinha tudo para ser um dos melhores momentos da minha pré-gravidez, agora que tudo tem andado tão certinho, tão harmonioso, tão sudável, tão sereno, tão amoroso... foi uma desilusão.

Cheguei a horas, percebi, pelo que vi, que bem poderia ter ido com mais calma, sacudi o nervoso que trazia e pensei: “Deixa-te mas é invadir pelo calor reconfortante que aqui sempre se faz sentir e abandona essa tensão que em nada se justifica num local cheio de boas energias como este é invariavelmente”.

Sentei-me na cadeira mais próxima da pequena mesa onde costumo encontrar a interessante (e pouco comum em salas destas) leitura que me faz companhia na espera. Mas...? Revistas? Então e os livros? Já estava a olhar para o sofá a imaginar quão mais agradável seria relaxar ali sob o sol matinal que entrava pela generosa área envidraçada de onde se pode avistar o verde sempre cuidado que nos cerca quando (nem queria acreditar) lá encontrei um. Serviu.

Momentos depois dirigia-me à sala de consulta, já mais confiante. Estava entusiasmada. Ia (ou assim o esperava) dar um pouquinho mais de mim, conhecer-me um pouco mais, dar mais um passo em frente na conquista dos meus sonhos e no vencer dos meus bloqueios. O nervoso miudinho com que chegara era agora prazeroso e a expectativa era tão alta que tornou a minha decepção maior e mais difícil de encarar.
As marcações são feitas com intervalos de uma hora para que não hajam pressas, para que todos os pontos sejam abordados, para que a calma reine e a verdade impere, para que a mulher se sinta ouvida, apreciada e valorizada enquanto ser espiritual e afectivo e sensível, mais do que apenas uma entidade corpórea definida por termos técnicos e observada com a artificialidade maquinal dos aparelhos de uma qualquer sala de exame.

Mas esta foi, ao contrário das anteriores, uma visita de médico. Foram dez minutos de respostas rápidas a questionário acelerado, outros tantos de citologia (que a ecografia e a colposcopia eram ainda recentes) na sala ao lado e, quando eu pensava que o regresso à secretária me traria algo diferente... Mais conversa de médico. Das breves. Daquelas a correr, porque não há tempo (porque o que havia - e que era meu - se dissipara não se percebera bem como).

Descobri-lhe receios pela primeira vez. Questionou a necessidade do depakine*, dissuadiu-me de contratar uma doula (o que não me surpreendeu completamente), justificou a sua posição e deixou-me a pensar numa série de coisas com que ainda não me tinha visto confrontada. Com isto esqueci-me de lhe pedir prescrição para o ácido fólico que era escusado andar a comprá-lo sem comparticipação. E falhou-me mais uma (desta vez não levava cábula). Dispôs-se a esclarecer mais dúvidas mas a sua expressão e a sua postura pressionavam-me a apressar-me de tal forma que não consegui lembrar-me de muito mais. 

Despediu-se apressada e recomendou-me nova consulta às oito ou nove semanas de gravidez (ainda inexistente).
Paguei, saí desconsolada e sem reacção.
Depois percebi.

Está nas minhas mãos.

Não é ela que me vai dar (de bandeja) o que quero. Pode assistir-me no percurso, mas a luta é minha, as decisões são minhas, o crescimento é meu e a conquista será minha. Não é ela que tem que me dar força. Sou eu que preciso de encontrá-la em mim.

Vivendo e aprendendo.

E crescendo. Sempre.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Semana Mundial Pelo Parto Respeitado


Birth Trauma, Birth Pleasure


16 a 23 de Maio de 2010

Não podia deixar passar em branco.

terça-feira, 18 de maio de 2010

sábado, 15 de maio de 2010

Clockwork cycle

28 dias. Ovulação aos 14. Certinho. Estamos prontos!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Há dois meses nisto


Dá trabalho...


Pode parecer aborrecido...


Mas é muito bom sentir-me assim, mais mulher!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

26/Maio/2010


E em Junho tratamos do resto.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Tic, tac...

Aceitam-se candidaturas


Com o preenchimento do terceiro lugar, aceitam-se candidaturas para 4º, 5º, 6º... (e por aí em diante) a saber resultados.

Nota importante: as vagas para último e penúltimo já estão atribuídas ;)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A minha mãe

                             É uma querida!

Quer ser a primeira (ou segunda, vá) pessoa a receber a notícia da minha gravidez:

- Mas não é quando já tiveres com três meses, estás a ouvir?

- Não, fica descansada que assim que houver sequer suspeita eu aviso logo. Por enquanto ainda não há.

- Como é que sabes?  (sei, pronto)

Acho que está mais ansiosa do que eu!

(já a minha sogra...)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Primeiro ciclo

34 dias   (tudo ok, aparentemente)

domingo, 18 de abril de 2010

terça-feira, 6 de abril de 2010

A minha sogra

Depois de várias tentativas muito pouco subtis para arrancar de mim «o segredo» achei por bem descansá-la e assegurar-lhe que não há segredo algum... por enquanto (acho eu, que desde que deixei de tomar a pílula já não posso dar garantias).



Resposta imediata:

Ai, segredos desses nem pensar! Era só o que faltava.
Não há maneira de se conformar...


Quando conseguirá perceber que, mais cedo ou mais tarde, trataremos de lhe «encomendar» mais um neto.

Será tão difícil aceitar que é esse o nosso desejo?


Trate de se resignar, sogrinha, trate de se resignar!

domingo, 4 de abril de 2010

Eostre


No primeiro domingo que se sucede a primeira lua cheia depois do equinócio de Primavera celebra-se a Páscoa.

Nesta data é celebrada a ressurreição de Jesus Cristo, mas também um antiquíssimo festival pagão.

A Páscoa, em inglês "Easter", deve o seu nome à deusa da fertilidade, Eostre (saxónica) ou Ostara (germânica), tendo recebido oficialmente o nome da Deusa após o fim da Idade Média, e que significa "movimento em direcção ao sol nascente", simbolizando da melhor forma, as forças de renascimento e renovação.

Como quase todas as festividades religiosas cristãs, também a Páscoa é enriquecida com inúmeras tradições pagãs, como os ovos de Páscoa e o coelho. Os ovos eram símbolos antigos de fertilidade oferecidos à deusa. O coelho, animal conhecido pelo seu potencial reprodutor, símbolo de renascimento e ressurreição, é o animal sagrado da Deusa Ostara.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Quem não tem que fazer...

Em vez de colheres resolvi ocupar o meu tempinho...
a fazer bebés!

Virtuais.


No primeiro «fazedor» só me saíram meninos...




No segundo a coisa funciona a pedido:
Queres menina? Menino? É Indiferente?
Toma lá, então!



Digamos que as versões «menina» foram ligeiramente... menos desfavorecedoras.





Grande entretém.

sexta-feira, 12 de março de 2010

quinta-feira, 11 de março de 2010

quarta-feira, 10 de março de 2010

Fertility Awareness Method (ou Método Sintotérmico)


A sua aprendizagem requer tempo e esforço (ando a estudá-lo há dias - muito bem explicadinho no Justisse User's Guidebook, devo dizê-lo - e ainda me falta saber imenso).

A sua utilização exige compromisso, cálculo e auto-controlo (e gráficos e tabelas e calendários e um termómetro e ainda devo estar a esquecer-me de qualquer coisa).


Para que servirá?

Para redescobrir a minha feminilidade e ter melhor percepção da minha fertilidade.

Para conhecer o meu corpo, interpretar os seus sinais e ouvir a sua voz. Para o sentir livre e vivo.

Para aprofundar o contacto com o meu ser e reforçar a minha ligação com a natureza.

Será o período de preparação para uma nova etapa e terá início dentro de escassos dias.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Há já algum tempo

Na minha mesa de cabeceira, aguardando a sua vez... O momento não era oportuno, a disposição faltava-me, o pensamento perdia-se por outros caminhos. Não era a altura certa. Ultimamente tem chamado por mim. Há uns dias pousei-lhe os  olhos e sorri, imaginando-me a folheá-lo. Hoje peguei-lhe, finalmente. Sei que vou gostar e que vai fazer-me bem.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Em noites de lua cheia...


O meu corpo não gosta de hormonas. Cansou-se. Está farto! Já não as aguenta.

E tem dias em que me manifesta o seu desagrado com dores, puxos e moinhas, aqui, ali e acolá, como quem está a querer dizer-me: "vê lá se deixas de tomar essa pílula irritante, que eu já não posso mais com ela".

Prefere fazê-lo em noites de lua cheia... Lá terá as suas razões. E este fim de semana atacou em força, não sei se adivinhando o fim que se avizinha, ou se extravasando finalmente após um longo tempo de contenção.

O ventre dorido, o peito a arder, a cabeça a latejar, as emoções a exaltar, a agressividade a sobrevir...

É, afinal, todo o meu ser que está em revolta, aguardando a chegada de melhores dias que acredita iminentes.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Duas semanas


e digo adeus à Marvelon! 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Progressos (ou não)

Soprava eu as velas do meu bolo de aniversário pensando em todos os sonhos de uma vida quando um comentário inesperado interpela o meu voo e reduz a minha capacidade de raciocínio e reacção a qualquer coisa como «o quê?!?!».

Diz assim a minha querida sogra:
- Que para o ano venha a Inês!

Perante o meu engasgamento, o seu filho (abençoado seja por ter vindo em meu auxílio) responde-lhe prontamente:
- Não é preciso pedir desejo que a gente trata disso. (e mai' nada!)

Pensava eu (iludida, para variar, crente que sou nas boas intenções de quem me fala com um sorriso sobre o tema ter mais filhos) que estávamos a fazer progressos e que contávamos finalmente com a aprovação da avó C. (não que precisemos dela, mas porque me deixaria mais feliz) e, vai-se a ver, parece que não...

Partilhando, toda contente (tss... que tolinha!), com a minha querida e apoiante mamã o sucedido, eis que fico a saber que em conversa particular (e por particular entenda-se «longe da minha vista e da minha audição» - vá-se lá saber porquê) a história rezada foi outra.
- Já disse ao V. que as coisas agora não estão nada boas para terem mais filhos, com a situação que estão a passar... Só espero que ele não se entusiasme com a gravidez da S. [prima dele com quem tenho proximidade e amizade] e que não queira meter-se nisso também.

Alto aí!

Não percebi bem uma coisa...

Isso de ter filhos é como comprar um carro novo? Ou fazer parte de uma sociedade em jogos de azar?
Fazemos porque os outros fazem? Queremos porque os outros têm?

Afinal para que raio fez aquele comentário ao desejo? E que espécie de agouro lhe estava implícito?
Confesso que me sinto desiludida e defraudada.

Além do mais, vir com desabafos destes para a minha mãe não é propriamente a melhor jogada, visto ser ela a primeira pessoa a estar do meu lado, mas tudo bem (vou ser condescendente e chamar-lhe «desabafo» para não dizer que foi uma não muito elegante tentativa de a incitar a influenciar-me na pretensão de me/nos demover do nosso objectivo)

Eu ainda consigo admitir que não seja má a sua intenção mas a atitude foi, no mínimo, patética. 
Até porque de boas intenções...
E não me parece que a promessa de uma nova vida valha um bilhete para o inferno!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Não gosto de cartas fechadas


Caro/a Colega,

O Sr. (...) tem um DHC HCV + e fez terapêutica viral com interferon + ribavirina durante 1 ano.
Infelizmente esta terapêutica não conseguiu erradicar o HCV.
Sendo assim o doente necessita de efectuar vigilância para o despiste precoce de eventual carcinoma hepato-celular.
Deverá fazer Ecografia 6/6 meses e PFHepática 3xAno.

25/01/2010


Sublinhou bem a palavra «eventual». 

Sim, sabemos que a coisa ainda não chegou a tanto, mas... o fantasma da possibilidade não desarma e confesso que me custa resignar-me a, pura e simplesmente, vigiar e esperar.
Esperar para ver...

E se a coisa ficar feia? 

É que eu preciso cá do meu homem. 
Ele dá-me muito jeito e eu não queria nada ficar sem ele!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Ah, e o doutor...

Quase conseguiu ser simpático. Quase... Não deve ser coisa que lhe esteja no sangue, pobrezinho!

Foi educado. Só o estritamente necessário, claro. Mas podia ter-se deixado resvalar lá pelos limites da falta de respeito... E desta vez, espantosamente, não o fez. Muito bem, senhor doutor. Mais umas consultinhas como a de hoje e até era capaz de se redimir.

Só que tão depressa não haverá uma próxima. Remeteu-nos para o médico de família. Enquanto a situação não se alterar não vale a pena andarmos a perder o nosso tempinho no hospital. Menos mal.

Em suma, viu-se livre de mais um e ficou tão satisfeito que quase nos tratou bem. Quase...

Respostas

Não, não resultou.

Não, por enquanto não vale a pena repetir.

Vamos vigiar: ecografias de 6 em 6 meses e análises de 4 em 4. Se a situação se alterar ou aparecer nova terapêutica voltamos ao hospital para tentar novamente.

Temos o tempo que quisermos. Podemos preparar-nos com calma e viver cada fase sem pressões ou prazos.

A gravidez provavelmente já será segura. Mas podemos esperar um pouco mais... e devemos, se isso nos faz sentir mais confiantes.

Na véspera:

"Aqui fala do Hospital Curry Cabral. Estamos a ligar para avisar que a consulta marcada para amanhã vai ter que ficar para segunda feira."

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Finalmente!

Consulta marcada para dia 22. Sairemos de lá com as respostas que nos faltam?

Resultou ou vai ser preciso de repetir? Se sim, quando? Quanto tempo temos? Já é seguro pensarmos numa gravidez? Será preferível esperar um pouco mais?

E se o senhor doutor Júlio Veloso estiver com os azeites (para variar) acho que desta vez não me aguento e não respondo por mim...!!!

Seis já lá vão

Volte a ligar...

Todas as semanas a mesma resposta: "Ainda não temos os resultados. Volte a ligar para a semana."
E vamos perdendo o nosso tempo nisto, na incerteza de quanto mais precisamos de aguardar...