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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Dei-me conta de uma coisa...

É já no próximo mês.


Por isso dediquei a primeira (ou segunda, vá) noite do novo ano à listagem dos artigos necessários (ou recomendados) para receber a minha piquena. E ainda me falta tanta coisa... Já não me lembrava que os recém-nascidos precisavam disto tudo! Amanhã vou às compras.

domingo, 2 de janeiro de 2011

A propósito do post anterior

Um dos comentários que me fizeram, depois de me elogiarem a beleza gravídica foi o seguinte:
"Bem se vê que é uma menina!"

O que me deixou a pensar... Não era suposto ser o contrário? Se bem me lembro, na minha pesquisa pelos meandros das crendices populares, o que descobri foi que as meninas roubam a beleza às mães.

Perante isto o que posso concluir?

1.º - Que há um claro desconhecimento por parte de muito boa gente do conteúdo destes claros e indubitáveis indicadores de género.
2.º - Que a memória atraiçoa quem realmente julga que eu estava com pior aspecto antes.
3.º - Que há quem tente ser simpático independentemente do grau de aldrabice que isso implique.
4.º - Que não vale a pena perder tempo com coisas que não têm ponta de comprovado fundamento.

domingo, 14 de novembro de 2010

100 dias ou... Sem dias?


Para viver a gravidez.
Para aproveitar o estado de graça.
Para sermos só nós as duas.
Para nos conhecermos melhor.
Para pensar o futuro.
Para preparar o parto.
Para planear o pós-parto.
Para arranjar o ninho.
Para organizar as coisas.
Para comprar o que está em falta.
Para decorar o quarto.
Para compor o guarda-roupa.
Para arrumar as malas.
Para pôr as ideias em ordem.
Para reforçar as convicções.
Para sossegar os temores.
Para serenar o coração.
Para fechar os olhos e respirar fundo, com a sensação de dever cumprido.
E depois, simplesmente, aguardar...
Com tempo, com prazer, tranquilamente.
Sem pressas nem correria, sem stresses nem dissabores. 
Sem medos ou dúvidas.
Só com muita segurança, muita alegria e muito, muito amor.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

E se...

Confesso que às vezes me pergunto se o que a doutora viu foi mesmo isto:


 (e não isto)


É que eu não queria lá muito ter surpresas!

sábado, 18 de setembro de 2010

terça-feira, 13 de julho de 2010

Quem não tem dinheiro...

Não tem vícios.

Nem faz ecografias às oito ou nove semanas.

Vai ao médico de família (que, devo dizer, foi muito simpático e prestável), faz análises e espera.

Espera pelos resultados, espera pela resposta da maternidade, espera pelas 11 semanas para a primeira ecografia... e tem que esperar pelo fim do primeiro trimestre para saber se está tudo a correr bem.

Paciência. Melhores dias virão em que poderei ir a consultas completas com direito a dar uma espreitadela ao bebé, perguntas (e explicações) sem fim e até (em caso de necessidade ou desejo) sessão de «terapia» espiritual.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Hoje é dia de médico

Médico de família, que não há dinheiro para mais.

A consulta que queria (e que estava até marcada já para quinta-feira) terá que ficar para uma próxima... lá para a primeira semana de Agosto, se tudo correr como esperado.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Barriguda


Ora, considerando que o «rebento» tem qualquer coisa como o tamanho de uma ervilha, parece que era suposto eu apresentar-me com uma barriga como a da esquerda. Só que... digamos que estou mais para 3 meses, tal é a elegância!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A consulta - I

Andei duas semanas a digeri-la.

Cheguei a escrever um texto com mil e muitas palavras, mas resolvi não publicar (ainda pode vir a ser-me útil). Dos vinte e sete parágrafos deixo aqui o resumo, agora que o desapontamento não faz já qualquer sentido e que um passo mais foi dado na direcção do almejado.

A tão ansiada consulta, a que me fez poupar de bom grado os meus parcos euritos pela promessa que encerrava de me trazer momentos tão reconfortantes, a que tinha tudo para ser um dos melhores momentos da minha pré-gravidez, agora que tudo tem andado tão certinho, tão harmonioso, tão sudável, tão sereno, tão amoroso... foi uma desilusão.

Cheguei a horas, percebi, pelo que vi, que bem poderia ter ido com mais calma, sacudi o nervoso que trazia e pensei: “Deixa-te mas é invadir pelo calor reconfortante que aqui sempre se faz sentir e abandona essa tensão que em nada se justifica num local cheio de boas energias como este é invariavelmente”.

Sentei-me na cadeira mais próxima da pequena mesa onde costumo encontrar a interessante (e pouco comum em salas destas) leitura que me faz companhia na espera. Mas...? Revistas? Então e os livros? Já estava a olhar para o sofá a imaginar quão mais agradável seria relaxar ali sob o sol matinal que entrava pela generosa área envidraçada de onde se pode avistar o verde sempre cuidado que nos cerca quando (nem queria acreditar) lá encontrei um. Serviu.

Momentos depois dirigia-me à sala de consulta, já mais confiante. Estava entusiasmada. Ia (ou assim o esperava) dar um pouquinho mais de mim, conhecer-me um pouco mais, dar mais um passo em frente na conquista dos meus sonhos e no vencer dos meus bloqueios. O nervoso miudinho com que chegara era agora prazeroso e a expectativa era tão alta que tornou a minha decepção maior e mais difícil de encarar.
As marcações são feitas com intervalos de uma hora para que não hajam pressas, para que todos os pontos sejam abordados, para que a calma reine e a verdade impere, para que a mulher se sinta ouvida, apreciada e valorizada enquanto ser espiritual e afectivo e sensível, mais do que apenas uma entidade corpórea definida por termos técnicos e observada com a artificialidade maquinal dos aparelhos de uma qualquer sala de exame.

Mas esta foi, ao contrário das anteriores, uma visita de médico. Foram dez minutos de respostas rápidas a questionário acelerado, outros tantos de citologia (que a ecografia e a colposcopia eram ainda recentes) na sala ao lado e, quando eu pensava que o regresso à secretária me traria algo diferente... Mais conversa de médico. Das breves. Daquelas a correr, porque não há tempo (porque o que havia - e que era meu - se dissipara não se percebera bem como).

Descobri-lhe receios pela primeira vez. Questionou a necessidade do depakine*, dissuadiu-me de contratar uma doula (o que não me surpreendeu completamente), justificou a sua posição e deixou-me a pensar numa série de coisas com que ainda não me tinha visto confrontada. Com isto esqueci-me de lhe pedir prescrição para o ácido fólico que era escusado andar a comprá-lo sem comparticipação. E falhou-me mais uma (desta vez não levava cábula). Dispôs-se a esclarecer mais dúvidas mas a sua expressão e a sua postura pressionavam-me a apressar-me de tal forma que não consegui lembrar-me de muito mais. 

Despediu-se apressada e recomendou-me nova consulta às oito ou nove semanas de gravidez (ainda inexistente).
Paguei, saí desconsolada e sem reacção.
Depois percebi.

Está nas minhas mãos.

Não é ela que me vai dar (de bandeja) o que quero. Pode assistir-me no percurso, mas a luta é minha, as decisões são minhas, o crescimento é meu e a conquista será minha. Não é ela que tem que me dar força. Sou eu que preciso de encontrá-la em mim.

Vivendo e aprendendo.

E crescendo. Sempre.

terça-feira, 18 de maio de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Progressos (ou não)

Soprava eu as velas do meu bolo de aniversário pensando em todos os sonhos de uma vida quando um comentário inesperado interpela o meu voo e reduz a minha capacidade de raciocínio e reacção a qualquer coisa como «o quê?!?!».

Diz assim a minha querida sogra:
- Que para o ano venha a Inês!

Perante o meu engasgamento, o seu filho (abençoado seja por ter vindo em meu auxílio) responde-lhe prontamente:
- Não é preciso pedir desejo que a gente trata disso. (e mai' nada!)

Pensava eu (iludida, para variar, crente que sou nas boas intenções de quem me fala com um sorriso sobre o tema ter mais filhos) que estávamos a fazer progressos e que contávamos finalmente com a aprovação da avó C. (não que precisemos dela, mas porque me deixaria mais feliz) e, vai-se a ver, parece que não...

Partilhando, toda contente (tss... que tolinha!), com a minha querida e apoiante mamã o sucedido, eis que fico a saber que em conversa particular (e por particular entenda-se «longe da minha vista e da minha audição» - vá-se lá saber porquê) a história rezada foi outra.
- Já disse ao V. que as coisas agora não estão nada boas para terem mais filhos, com a situação que estão a passar... Só espero que ele não se entusiasme com a gravidez da S. [prima dele com quem tenho proximidade e amizade] e que não queira meter-se nisso também.

Alto aí!

Não percebi bem uma coisa...

Isso de ter filhos é como comprar um carro novo? Ou fazer parte de uma sociedade em jogos de azar?
Fazemos porque os outros fazem? Queremos porque os outros têm?

Afinal para que raio fez aquele comentário ao desejo? E que espécie de agouro lhe estava implícito?
Confesso que me sinto desiludida e defraudada.

Além do mais, vir com desabafos destes para a minha mãe não é propriamente a melhor jogada, visto ser ela a primeira pessoa a estar do meu lado, mas tudo bem (vou ser condescendente e chamar-lhe «desabafo» para não dizer que foi uma não muito elegante tentativa de a incitar a influenciar-me na pretensão de me/nos demover do nosso objectivo)

Eu ainda consigo admitir que não seja má a sua intenção mas a atitude foi, no mínimo, patética. 
Até porque de boas intenções...
E não me parece que a promessa de uma nova vida valha um bilhete para o inferno!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Não gosto de cartas fechadas


Caro/a Colega,

O Sr. (...) tem um DHC HCV + e fez terapêutica viral com interferon + ribavirina durante 1 ano.
Infelizmente esta terapêutica não conseguiu erradicar o HCV.
Sendo assim o doente necessita de efectuar vigilância para o despiste precoce de eventual carcinoma hepato-celular.
Deverá fazer Ecografia 6/6 meses e PFHepática 3xAno.

25/01/2010


Sublinhou bem a palavra «eventual». 

Sim, sabemos que a coisa ainda não chegou a tanto, mas... o fantasma da possibilidade não desarma e confesso que me custa resignar-me a, pura e simplesmente, vigiar e esperar.
Esperar para ver...

E se a coisa ficar feia? 

É que eu preciso cá do meu homem. 
Ele dá-me muito jeito e eu não queria nada ficar sem ele!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Volte a ligar...

Todas as semanas a mesma resposta: "Ainda não temos os resultados. Volte a ligar para a semana."
E vamos perdendo o nosso tempo nisto, na incerteza de quanto mais precisamos de aguardar...

domingo, 27 de dezembro de 2009

Rica história!

Introdução:

Estava tudo preparado para que a família pudesse passar duas agradáveis semanas no campo.
Umas férias de Natal em grande, com direito a apanha de musgo, presépio à moda antiga a ocupar metade da sala, pinheiros iluminados, decorações feitas pela criançada espalhadas por todo o lado, muita brincadeira, muito convívio, muito amor...

Dias antes do planeado eis que surge o aviso, inesperado pela antecedência relativa à data prevista, de consulta de hepatologia marcada para dia 21 de Dezembro. "Tudo bem, sempre passamos esta época festiva com mais algumas informações e ficamos despachados disto!" - não há nada como encarar as coisas pelo seu lado positivo.


Desenvolvimento:

Era o terceiro dia de férias. Percorreramos 150 km na chuvosa noite anterior, ele cansado pelo esforço para conseguir descortinar a estrada através do vidro que as gastas, ressequidas e cortadas escovas não limpavam, eu de estômago às voltas a preparar-me para as reviravoltas que as minhas tripas iriam sofrer nos dias seguintes.
De pensamento nos miúdos - que ficaram com os avós - com um sentimento misto de saudade e inveja, lá fomos para o hospital.

Marcação para as 11h30, comparência às 11h00, cumprimos tudo a preceito.

"Mas porque é que têm o ar tão quente aqui dentro? Nem se consegue respirar!" - eu, já de casaco na mão, só queria poder despir-me um bocadinho mais... Ele, ansioso pelas notícias, nem dava pela temperatura.

Conversa na sala de espera para entreter, o tempo a passar e o parquímetro a precisar de mais moeda. "Já não deve faltar muito. Vou lá pôr mais 50 cêntimos e já volto." - até às 12h48 não me pareceu mal, que a coisa até parecia estar a andar depressinha.

O frio da rua soube-me bem. Quem me dera poder ficar mais uns minutos a sentir o ar fresco!
Mas eu precisava de estar presente naquele gabinete quando ele fosse chamado... Haviam coisas que queríamos saber e que só eu teria desembaraço para perguntar.
Subi e o calor pareceu-me ainda mais insuportável que antes. Procurei, em vão, um local mais fresco, e acabei por me acomodar num sofá, quietinha que só visto, na esperança de sair dali o mais depressa possível.

Doentes a entrar e a sair e nós à espera.

"Ainda falta!" - diz-me ele - "Costumam sempre chamar-me antes para me pesar e medir a tensão. Só depois é que entro.".
Ou seja, o melhor mesmo seria perguntar afinal quanto tempo ainda faltava, que a moedinha no parquímetro não tinha chegado, nem de perto, nem de longe.
"Falta um bocadinho." - diz a enfermeira.
"Um bocadinho é quanto? Uma hora?" - não seria nada que nos surpreendesse.
"Não, meia hora." - responde.
Ok! Lá volto eu a sair, a desembolsar mais qualquer coisa, a desejar ficar no frio delicioso da rua e a obrigar-me a respirar o ar quente do hospital novamente.
Como se não bastasse, desta feita o meu lugar estava ocupado!

Mas o «melhor» estava para vir...

Eu cada vez mais agoniada, ele a ler informações sobre fígados, hepatites, cirroses e cancros, os outros doentes a ser atendidos, os médicos a sair para «a reunião»...
Agora que já estavam todos despachados só podíamos ser nós a seguir.

Sentámo-nos mesmo em frente à porta entreaberta do gabinete.
Eu, despudoradamente, ia espreitando cada passo do médico.
E quando o vi a fechar as janelas do ecrã e a desligar o computador ia-me dando uma coisinha má.
E pior foi quando se levantou e começou a vestir o casaco. Acho que entrei em pânico!

O meu homem levantou-se de um salto e perguntou à enfermeira o que se estava a passar.
"Doutror, já vai? E o que é que fazemos ao V.?" - interpela-o ela à saída.
"Então, o que é que fazemos, não fazemos nada. É esperar pelo resultado e marcar consulta." - e virou costas sem sequer nos olhar.
Nem um «desculpem lá», um «tenham paciência» ou um «acontece!». Eu já nem pedia um «boa tarde» e menos ainda esperava um «Feliz Natal», mas... nem sequer de um mísero contacto visual aquele homem foi capaz... Que pessoazinha desagradável.

Desculpem-me os que lhe vêem qualidades no campo pessoal mas, por muito bom cirurgião que o dr Júlio Veloso possa ser, é um ser absolutamente desumano, antipático como nunca conheci ninguém e extremamente mal educado.
E isso faz dele um profissional simplesmente incompetente que me vem desagradando mais e mais a cada contacto que temos.

A manter-se a qualidade do serviço prestado quando em 2010 me estrear por bandas do Curry Cabral acho que vou mesmo dedicar-lhe umas linhas no livro de reclamações.


Conclusão:

Três horas de espera naquele ambiente insuportável sem que tivessem a decência de nos informar que ainda não tinham disponíveis os resultados das análises.

"Tenho estado a tentar contactá-los para saber se estão prontas, mas ninguém me atende." - a enfermeira M. fica sempre com a batata quente.
Pediu-nos desculpa, acompanhou-nos para a anulação da consulta (e respectivo pagamento), disponibilizou-se para contacto nos dias seguintes para esclarecimento da situação e prontificou-se a procurar junto dos médicos a informação que eu tanto queria - afinal quanto tempo devo aguardar para que possa, em segurança, voltar a engravidar?

E saí dali a saber o mesmo, de péssimo humor, indisposta, com menos euros na carteira, menos horas do meu dia para aproveitar e menos paciência para tudo e todos.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Se eu não tivesse mais nada que fazer

este blogue andaria tão mais compostinho...!