sábado, 12 de fevereiro de 2011

39ª Semana - Sintomas


Vou só encostar-me ali um instante e descansar um bocadinho.

...

Ooops...

Como é que passaram duas horas sem que eu desse por isso?

(de preferência fora dos picos de actividade)


Estranhamente (ou não)

Durante esta gravidez só li um livro.


 (isto sim, para mim, é informação)

Recomendo vivamente.


O Effective Care in Pregnancy and Childbirth é um livro de referência na área dos cuidados obstétricos, marcando o início de uma nova era na tomada de decisões clínicas, que passaram a ser mais baseadas na evidência científica do que na opinião ou na “experiência” de pessoas com relevo na profissão. Estas “experiências pessoais” são forçosamente mais limitadas, muitas vezes baseiam-se em hábitos previamente estabelecidos e cujo benefício nunca foi questionado, e são frequentemente enviesadas pela memória ou por uma avaliação seleccionada de doentes.

Este livro causou um enorme impacto nos cuidados obstétricos, levando à mudança de várias atitudes que até então eram aplicadas sistematicamente, sem se questionar o seu verdadeiro benefício. O entusiasmo gerado nos profissionais de saúde levou à publicação em 1989 de uma versão mais compacta do livro, o Guide to Effective Care in Pregnancy and Childbirth, com várias edições posteriores. Levou ainda à criação da Cochrane Library, uma compilação electrónica da melhor evidência científica disponível sobre as principais questões clínicas, que se iniciou nos cuidados obstétricos, mas rapidamente se estendeu a outras áreas da Medicina. O Cochrane Library e o Guide to Effective Care in Pregnancy and Childbirth tornaram-se fontes essenciais de conhecimento em Obstetrícia e meios imprescindíveis de aprendizagem para todos os profissionais de saúde nesta área.

A tendência que se tem verificado mais recentemente, de compartilhar as responsabilidades da decisão clínica com os utentes, tornou importante o acesso a estas informações por parte do público em geral. Este factor levou à disponibilização na Cochrane Library de resumos num formato e linguagem compreensíveis por pessoas que não estão ligadas à saúde.


A 3ª edição do Guia para a Atenção Efetiva na Gravidez e no Parto (Oxford University Press, 2000) publicado em língua portuguesa pela Editora Guanabara Koogan SA Copyright  © (2005) está disponível aqui em pdf.


Descrição:

O Guia para atenção efetiva na gravidez e no parto foi preparado para facilitar o acesso às conclusões de publicações maiores, em formato mais compacto, a todos os envolvidos na assistência a mulheres grávidas.

A primeira edição foi publicada em 1989. Foi amplamente aclamada como publicação de referência, que permitiu a todos os que precisassem e desejassem acesso a informações claras e baseadas em evidências sobre os efeitos da assistência na gravidez e no parto.

A segunda edição ganhou o primeiro prémio na Competição de Livros Médicos de 1995 da Associação Médica Britânica, na categoria de Atenção Primária à Saúde, e foi traduzida para vários idiomas. O sucesso das duas primeiras edições confirmou a importância de informações precisas e actualizadas para orientar as decisões daqueles que planeiam, prestam ou recebem assistência durante a gravidez e o parto.

A pesquisa continuou a acrescentar novas informações, que são regularmente incluídas na Biblioteca Cochrane eletrónica (em português neste site). Mas o texto impresso continua e deve ser atualizado. Esta terceira edição do Guia para atenção efetiva na gravidez e no parto foi preparada pelos editores do Grupo Cochrane de Gravidez e Parto, juntamente com dois dos autores da primeira edição. Foi amplamente revista e reescrita para incorporar novas pesquisas e novos conhecimentos.


Sumário:

Atenção básica
1. O que significa ‘atenção efetiva’ ou ‘cuidados médicos efetivos’?
2. Avaliação da atenção na gravidez e no parto
3. Apoio às gestantes
4. Educação pré-natal
5. Estilo de vida na gravidez
6. Modificação da dieta na gravidez

Rastreamento
7. Classificação do risco
8. Ultra-sonografia na gravidez
9. Rastreamento de anomalias congênitas
10. Rastreamento da pré-eclâmpsia
11. Diabetes gestacional
12. Avaliação do crescimento, tamanho e bem-estar fetal

Problemas na gravidez
13. Sintomas desagradáveis na gravidez
14. Abortamento
15. Hipertensão na gravidez
16. Comprometimento fetal
17. Gravidez múltipla
18. Isoimunização Rh
19. Infecção na gravidez
20. Diabetes na gravidez
21. Hemorragia na segunda metade da gravidez
22. Suspeita de desproporção fetopélvica e posição anormal
23. Ruptura das membranas antes do trabalho de parto (amniorrexe prematura
24. Trabalho de parto pré-termo
25. Promoção da maturidade pulmonar
26. Gravidez pós-termo
27. Morte fetal

Parto
28. Suporte social e profissional no parto
29. Rotinas hospitalares
30. Assistência ao feto durante o trabalho de parto
31. Monitorização do progresso do trabalho de parto
32. O segundo estádio do trabalho de parto
33. O terceiro estádio do trabalho de parto
Problemas durante o parto
34. Controle da dor no trabalho de parto
35. Trabalho de parto prolongado
36. Reparo de traumatismo perineal
37. Parto pré-termo
38. Trabalho de parto e parto após cesariana prévia

Técnicas de indução e parto cirúrgico
39. Preparo para a indução de trabalho de parto
40. Métodos de indução do trabalho de parto
41. Parto vaginal instrumental
42. Cesariana
43. Antibióticos profiláticos na cesariana

Atenção após o parto
44. Atenção imediata ao recém-nascido
45. A mãe e o bebê
46. Amamentação
47. Dor e desconforto perineais
48. Sintomas mamários em mulheres que não estão amamentando
49. Perda e luto no período perinatal

Sinopse
50. Atenção efetiva na gravidez e no parto: uma sinopse

Quadro 1: Formas benéficas de assistência
Quadro 2: Formas de assistência que provavelmente são benéficas
Quadro 3: Formas de assistência com equilíbrio entre efeitos benéficos e adversos
Quadro 4: Formas de assistência cuja eficácia é desconhecida
Quadro 5: Formas de assistência que provavelmente não são benéficas
Quadro 6: Formas de assistência que provavelmente são ineficazes ou prejudiciais

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

39ª Semana - «melancia»



O bebé poderá medir já mais de 50 centímetros e terá provavelmente ultrapassado os 3 kg de peso. Tem aproximadamente o tamanho de uma melancia pequena.


A cabeça tem cerca de 10 centímetros de diâmetro.


39ª Semana - Quase, quase!


A gravidez está a chegar ao fim.


Os órgãos do bebé estão completamente desenvolvidos.


Por esta altura já terá perdido a maioria do vernix que lhe protegia a pele.


Continua a acumular a gordura «castanha» que o ajudará a manter a temperatura corporal após o nascimento, particularmente no pescoço, ombros e órgãos vitais.


As camadas exteriores de pele vão descamando à medida que se forma pele nova por baixo. Esta já perdeu a aparência rosada que tinha, agora que a gordura se desenvolveu e os vasos sanguíneos já não se encontram tão à superfície (mesmo os bebés de pele mais escura são brancos nesta fase, uma vez que o pigmento ainda não se desenvolveu e só o fará após o nascimento).


A mãe continua a produzir líquido amniótico, mas como agora a absorção tende a ser maior que a produção, os níveis podem diminuir um pouco.


Para além de lhe fornecer nutrientes, a placenta continua a oferecer ao bebé também os anticorpos que ajudarão a protegê-lo contra infecções virais e bacterianas nos primeiros meses de vida.


O bebé está pronto a ver o mundo, e vai praticando inúmeros actos que farão parte do seu dia-a-dia, incluindo o choro que, por enquanto, ainda não vem acompanhado de lágrimas (só estarão presentes cerca de um mês depois do nascimento, quando os ductos lacrimais estiverem finalmente funcionais).


O bebé já agarra firmemente.


O espaço que tem para mover-se é cada vez menor, mas apesar disso deverá continuar a manter-se tão activo como até aqui.


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

38ª Semana - «alho-francês»



O comprimento do bebé deverá rondar os 50 centímetros – o tamanho de um alho-francês ou de um molho de aipo – e o seu peso (que nesta fase varia bastante de um bebé para outro) situa-se provavelmente entre os 2,8 e os 3,4 kg.


Com a gravidez a chegar ao fim o peso da mãe já não deverá aumentar muito mais. O ganho acumulado (que deverá situar-se entre os 11,5 e os 15,5 kg) manter-se-á aproximadamente o mesmo até ao parto.


38ª Semana - Tudo a postos


Agora que tudo está completamente desenvolvido, o bebé encontra-se apenas na fase dos «últimos retoques», com um pouco mais de amadurecimento dos pulmões, cérebro e sistema nervoso.


Todos os seus sistemas já estão a postos para a vida fora do útero – deverá ser capaz de respirar sozinho, comer, digerir, defecar.


Com a gordura acumulada até aqui (que continuará a aumentar) deverá ser capaz de manter a temperatura corporal e o nível de glucose no sangue após o nascimento.


O lanugo já deverá ter desaparecido quase completamente (alguns vestígios poderão estar presentes nas costas e nos ombros), tal como a maior parte do vernix.


Os cabelos poderão ser fartos e atingir os 4 centímetros de comprimento ou, pelo contrário, não passar de uma ligeira penugem.


sábado, 29 de janeiro de 2011

37ª Semana - Sintomas


Encontrar uma posição confortável para estar começa a não ser tarefa fácil.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

37ª Semana - «molho de folhas de couve»


O bebé deverá medir entre 48 e 50 centímetros – o equivalente a um molho de folhas de couve – e pesar de 2,7 a 3 kg.


O diâmetro da cabeça já ultrapassa os 9 centímetros.


37ª Semana - Bebé de termo


O bebé continua a crescer e no final desta semana será considerado um bebé de termo, o que significa que, em termos de desenvolvimento, está já preparado para a vida fora do útero.


Nesse sentido ele agora vira a cabeça na direcção das fontes de luz, pestaneja, agarra com mais firmeza e pratica ainda mais os seus movimentos respiratórios e de sucção.


À medida que a parede uterina se vai tornando mais fina a luz vai penetrando mais e sendo mais visível para o bebé, permitindo-lhe o desenvolvimeto de ciclos de actividade diários.


Com cada vez menos espaço para se mover, quando o bebé se estica ou contorce ficam frequentemente protuberantes os cotovelos, os pés ou a cabeça.


A mãe pode apresentar um pouco mais de descarga vaginal e/ou muco cervical.


As águas poderão rebentar a qualquer momento.


É importante ter presente quais são os sinais de parto, que poderão surgir muito em breve:
– contracções não associadas uma diferença no nível de actividade da mãe;
– contracções regulares, que se vão tornando mais longas, fortes e próximas;
– descarga de fluido ou corrimento vaginal mucoso, frequentemente rosado ou raiado de sangue;
– dor de costas regular e ritmada.


Menos de 5% dos nascimentos ocorrem na data de parto prevista; 50% acontecem com até uma semana de diferença e 40% entre uma e duas semanas.

36ª Semana - Sintomas


De descida a empinada, ouvi de tudo esta semana.
A mim, sinceramente, não me parece muito uma coisa nem outra, mas enfim.
Deve ser ilusão óptica... especialmente agora que decidi dar uso às saias e aos vestidos.

Grande, é natural. Afinal já lá vão 8 meses.

Maior, sem dúvida. Mas o contrário é que seria de estranhar, não?

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

36ª Semana - «mamão»




O bebé mede agora cerca de 48 centímetros e pesa um pouco mais de 2,7 kg - tem mais ou menos o tamanho de um mamão ou de uma melão crenshaw.


36ª Semana - Perfeitamente formado


Por esta altura o bebé está perfeitamente formado e prestes a ser oficialmente considerado de termo.


Ganhar peso continua a ser a sua principal prioridade (cerca de 30 gramas por dia).


A sua outrora enrugada pele está já lisa graças à saudável camada de gordura ganha nas últimas semanas, que agora começa também a acumular-se junto aos joelhos e cotovelos. O rosto já deverá ter adquirido contornos mais arredondados, começando as características bochechas a ser visíveis, e no pescoço e pulsos aparecem pregas.


Os únicos órgãos ainda em amadurecimento são os pulmões.


Embora os seus rins e fígado já estejam completamente desenvolvidos e sejam capazes de processar alguns resíduos, o seu sistema digestivo só começará realmente a funcionar após a toma das primeiras gotas de leite.


O bebé engole as substâncias e secreções contidas no líquido amniótico, mantendo nos seus intestinos até ao nascimento os respectivos resíduos numa mistura escura chamada mecónio que constituirá as suas primeiras fezes.


Os músculos envolvidos no processo de sucção estão fortes e desenvolvidos, permitindo que se alimente logo que nasça, o que certamente tentará devido ao seu instintivo reflexo de sucção.


Tal como o lanugo, a camada de vernix que até aqui tem protegido a pele do bebé começa a desaparecer à medida que o parto se aproxima.


Ás 36 semanas o bebé deverá apresentar-se de cabeça para baixo (apresentação cefálica) e poderá descer para a pélvis (encaixar) a qualquer momento.


Sinais como colo maduro, curto ou dilatado podem verificar-se, indicando que o parto poderá estar próximo, embora não necessariamente prestes a acontecer.